Fuentes de Oñoro

Demografia e zonas urbanas

 
ZONAS URBANAS

Existen tres núcleos fundamentales: Pueblo, Colonia y Poblado.

O Pueblo, a parte mais antiga da vila, está formado por sua vez por dois bairros: o de “"Arriba"”, onde se encontra o Ayuntamiento e o de “Abajo”, presidido pela igreja paroquial de N.Sra. da Assunção. Como povoação agrícola e pecuária, a maioria das casa, tem um corral à frente ou anexado. Comunica-se com a Colonia através da estrada da estação, por uns 700 m, e com o Poblado, através da mesma estrada e também pela estrada internacional; ambos os nucleos situados na mesma fronteira.

Existem, também, dois bairros na Colonia: o da "Estación" e o das "Aduanas viejas", separados pelo caminho de ferro e comunicados entre si pela antiga estrada para Portugal e uma passagem de nível. Ambos se interligam com o Poblado, o primeiro mediante a dita estrada e o segundo por uma ponte sobre a via.

Em 1961 inaugurou-se o Poblado construido pelo ministerio da habitação sobre terrenos cedidos pelo Ayuntamiento e realizado pelo Arquitecto dom Fernando. Povoação que toca a linha fronteiriça junto à Alfandega nova. Em forma de cruz traçada pela intersecção da estrada internacional com a de Vilar de Ciervo, no seu centro encontra-se uma praça circular, com pórticos, com teatro e comércios no rés de chão e vivendas no segundo andar, igreja dedicada a Maria Auxiliadora, patrona da Alfandega, e Casa Consisturial, nos braços da cruz sessenta chalés com jardíns, centro de turismo, centro de higiene rural, casa paroquial, escolas e Frente de Juventudes; na cabeceira Hotel e escritórios de comunicações( correios, telégrafo e telefone), seguidos de uma ampla praça rectangular com estação de serviço e ao fundo o edificio da Alfândega.

O centro de turismo e o teatro, sem nunca serem utilizadas, passaram a ser centros comerciais.

Posteriormente edificaram-se outros bairros nos ângulos da cruz, os mais importantes são os popularmente conhecidos como o de “Valdejuncia” e o da “Constitucion” (Constituição).

Construido como bairro independente, o Poblado encontra-se hoje unido ao da Estación.

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DEMOGRAFIA

Esta vila, até à primeira metade do século vinte, estaba habitada por pessoas, que na maioria, se dedicavam à agricultura e à pecuária, que com as suas explorações de tipo familiar sustentavam a economia doméstica e local.

A revolução industrial e a redução da mortalidade, graças à melhoria das condições higieno-sanitárias, proporcionaram um aumento generalizado dos habitantes em toda a europa. No municipio consta um aumento importante da população entre 1882 e 1891, anos em que se passou de 952 habitantes para 1342, e a partir desse ano pode-se afirmar que a população de Fuentes de Oñoro manteve-se sempre acima dos 1000 habitantes. No entanto, depois desses anos, até inicios do século passado, iniciaram-se as massivas emigrações ultramarinas que proporcionaram fenómenos migratórios importantes em toda a Espanha e que também se evidenciaram nos dados demográficos do municipio.

Evolução da população:

O século passado estreou-se com uma descida de 4,21% entre 1910 e 1920, que pode ter sido devido à grande epidemia de gripe de 1918. No final da Guerra Civil Espanhola começou a notar-se a emigração dos meios rurais para os países do centro da Europa, que aderiram à revolução industrial, facto que gerou entre 1939 e 1941 uma descida de 4,14% da população local.

Entre 1944 e 1945 a população do municipio perdeu um 3,3%, mas a descida mais acentuada efectuou-se entre 1954 e 1955 com uma perda de 14,15%, causada, na sua maior parte, pela concentração da população rural nas cidades espanholas mais industrializadas, como Barcelona e Bilbao.

Entre 1956 e 1957 recuperaram-se alguns habitantes, mas a partir desse ano e durante os 15 seguintes foi-se perdendo progresivamente massa populacional até ficar com 1060 habitantes em 1975, ou seja uma perda de 24,23% da população total. Esta foi a diminuição mais ascentuada da população de Fuentes de Oñoro em toda a história do século passado, e a primeira vez em oito décadas que esteve à beira de baixar dos 1000 habitantes. Este fenómeno produziu-se como consequência lógica da falta de trabalho no meio rural e a grande necessidade de mão de obra nos países industrializados da Europa, após a perda de população, provocada pela segunda guerra mundial.

Depois da crise económica de 1973, os movimentos migratórios diminuiram de intensidade, mas esta localidade continuou a perder população. Finalmente, em 1979 a economía do municipio virou-se para o sector terciário.

O crescimento mais importante produziu-se entre os anos de 1985 e 1986 com uma subida de 10,22% alcançando em 1989 o maior número de habitantes do século aproximando-se dos 1600 habitantes, facto que se contabilizou num crescimento de 47,6% da população em dez anos. Todo esse ressurgimento demográfico produziu-se graças ao desenvolvimento dos serviços e em especial ao comércio em volta da EN-620. Este sector originou um dinamismo sócio-económico sem precedentes na história do municipio, gerando emprego para toda a comarca, atraindo população das localidades circundantes, desenvolvendo a construção de novas habitações e locais comerciais, etc.

Em 1990 iniciou-se uma recessão na economía espanhola que se traduziu numa descida generalizada de emprego e a taxa de desemprego subiu em todo o país. Dois anos mais tarde, iniciou-se o desmantelamento das fronteiras anteriores a C.E.E., para dar lugar ao Mercado Unico Europeu e como consequência desta medida da política estrutural europeia, Fuentes de Oñoro sofre na sua economía o maior impacto negativo dos últimos 50 anos, perdendo de forma directa 13 % da população no decorrer de uma década.

Nos últimos cinco anos a população manteve-se à volta dos 1450 habitantes, e em 2006 apreciou-se uma baixa de 10,6% devido, em parte, a um desfazamento no registo da população, no entanto a maior perda de população verificou-se na população estrangeira.

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